E daí que fui demitida e decidi usar o dinheiro da indenização num intercâmbio. Voltei pobre e desempregada, tendo como passatempo a busca por vagas de emprego de jornalista.
A cada vez que olho os sites e grupos de emprego, a minha esperança
na profissão vai morrendo um pouco.
Nas descrições das vagas pede-se tudo, desde faculdade de administração até só ter conhecimento em redes sociais e saber escrever. Óbvio que não preciso nem falar da remuneração, ponto em que até professores sentiriam pena de nós, meros jornalistas.
Nas descrições das vagas pede-se tudo, desde faculdade de administração até só ter conhecimento em redes sociais e saber escrever. Óbvio que não preciso nem falar da remuneração, ponto em que até professores sentiriam pena de nós, meros jornalistas.
Mas o que tenho visto com frequência é o pedido para que o
candidato ao emprego tenha CNPJ. O significado é simples: você trabalhará
normalmente como um empregado, tendo as mesmas tarefas de um contratado pela
CLT, mas na teoria estará apenas prestando um serviço à empresa. Nada mais que
a terceirização do empregado.
Por isso a lei da terceirização me espanta. Sei que é preciso
de uma regulamentação no setor, sou uma profissional em uma profissão não regulamentada
e sei a bagunça disso.
Mas como essa lei vai funcionar na prática para um caso como o anterior? É o próprio jornalista que vai fiscalizar se ele está sendo registrado na CLT? Ele mesmo vai se auto empregar? O dono da empresa pode assinar sua própria carteira? Uma redação de jornal poderá ficar cheia de prestadores de serviço?
Mas como essa lei vai funcionar na prática para um caso como o anterior? É o próprio jornalista que vai fiscalizar se ele está sendo registrado na CLT? Ele mesmo vai se auto empregar? O dono da empresa pode assinar sua própria carteira? Uma redação de jornal poderá ficar cheia de prestadores de serviço?
A cada vez que leio, mais perguntas surgem e, sinceramente,
não consigo pensar em respostas positivas.

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