segunda-feira, 8 de junho de 2015

Vírus no Facebook: como lidar


Vira e mexe aparece um vírus no Facebook trazendo constrangimento aos usuários.

Quase sempre é a figura de um vídeo pornográfico ou a figura de uma criança ou adulto com um ferimento muito grave.

Mas o vírus desta terça-feira realmente conseguiu se espalhar.

Segundo o Terra, o vírus tem até nome: AmazonaNews. De uma forma bem didática, é como se o vírus sequestrasse o seu navegador e o seu perfil no Facebook para espalhar mais vírus entre seus amigos.

Uma dica de prevenção que eu gosto de usar é a de aprovar todas as marcações que aparecem no meu perfil. Além de evitar de aparecer algum vírus, também evito de que alguma foto ou algo que seja marcada (e não goste) apareça.

Para fazer isso é só ir no cadeado no canto superior da tela. Lá você encontrará os itens 1 e 2 marcados na figura. Aí é só clicar e seguir os comandos do Facebook.




MEUS DEUS! MEU PERFIL FOI INFECTADO E ESTÁ MANDANDO VÍRUS PRA TODO MUNDO!

O QUE FAZER????

O mecanismo do vírus é parecido com outros que já circularam na rede.

Por isso, vou deixar aqui dois links que acho que poderão eliminar esse vírus do seu perfil.

O primeiro é do Terra, mas ele oferece solução só pra quem usa o navegador Mozilla Firefox:

O segundo é do TechTudo que tem várias dicas de como lidar com esses vírus. Neste link, o site vai mostrar como tirar o vírus dos navegadores Chrome, Mozilla Firefox e Internet Explorer.

MEU PERFIL NÃO FOI INFECTADO! MAS MEUS AMIGOS NÃO PARAM DE ME MANDAR ISSO!
O QUE FAZER?

O algoritmo do Facebook é feito para mostrar apenas coisas que interessam a você. Além de analisar os sites que você visita e com quem você interage, é possível também dizer para ele o que você não quer ver no seu Feed de Notícias.

Para isso você pode seguir esses passos:

1 – Vá até a publicação do seu amigo que foi infectado por vírus. Encontre a setinha no canto da publicação como está marcada na figura.



2 – Clique e selecione a opção “Não quero ver isso”.




3 – A publicação vai sumir e no lugar deverá aparecer um texto igual da figura abaixo. Clique na opção “Denunciar publicação”



4 – O seguinte menu aparece. Marque a opção “É spam” e depois clique em Continuar.




5 – Marque a opção “A conta do [nome do amigo] foi invadida” e clique em Continuar.



6 – Uma mensagem de agradecimento aparecerá. Clique em Concluir.



  
Esse ato também é importante porque sinalizará ao Facebook que a conta foi invadida e ele poderá indicar ao seu amigo de que houve uma invasão no perfil.

Essa opção também poderá ser utilizada para assinalar que você não quer ver determinadas publicações de amigos como notícias de suicídios e acidentes.

PREVENÇÃO É A CHAVE!

Essas são ações que podem ser feitas depois que o vírus estiver circulando. Mas é sempre bom lembrar que a prevenção é o melhor remédio.

Por isso, indico novamente o TechTudo que fez uma matéria de como se prevenir de vírus no Facebook:



P.S.: Uma das primeiras postagens neste blog foi de como usar essa ferramenta de denúncia para tirar aquelas propagandas falsas do Facebook. Vale a conferida, só clicar aqui.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Roubaram os crachás do pessoal da dengue! É mentira!

E não é que tem novo boato circulando pela internet?

Agora o alvo é combate da dengue. Porque não basta ter apenas uma epidemia de dengue no Brasil e o povo não limpar o próprio quintal, tem que prejudicar quem tenta acabar com isso também, né.

O novo boato é espalhado tanto pelo aplicativo WhatsApp quanto pelo Facebook.

Aqui embaixo um trecho do boato:




Não recebi a mensagem. Mas soube da existência do boato pela minha mãe que ouviu a rádio da minha cidade falar sobre esse caso. Primeiro falaram sobre o fato do roubo e depois trataram de desmentir, após a Secretaria de Saúde do município de Ijuí não confirmar a notícia.

Aí nesta noite vi novamente alguém no Facebook “alertando sobre o novo perigo”. O mesmo texto, o mesmo boato e o mesmo pedido de “repassar a todos”.

Uma simples pesquisa no Google, digitando as palavras “WhatsApp” e “dengue” já trouxe duas notícias só na primeira página de busca, mostrando que o mesmo boato circulou em outras cidades. Olha os links:

1) http://primaveradoleste.mt.gov.br/noticias/439.html

2) http://www.bocasanta.com.br/index.php?p=YWxyb3RsaXMvbWlyb3RhaUB6aHo6666YWQ9NjYzMzU5Jmx1bW90ZV9vZGFjaWU9NTAwNA

Mas é quando a gente acrescenta à pesquisa a palavra “boato” é que vem a chuva de notícias! Até em São Paulo o boato percorreu!




E como saber se o que eu recebo pelo WhatsApp ou pelo Facebook é verdade?

Simples. Faça o que eu fiz. Pegue as palavras-chaves ou o assunto e coloque no Google. Veja o que os sites falam sobre isso. Qualquer coisa acrescente a palavra “boato” ou “mentira” pra ver se alguém também já viu esse texto.

Outra forma é simplesmente colocar uma frase do texto recebido entre parênteses, por exemplo: “Foram roubados coletes, crachás e bolsas de agentes endêmicos de controle da dengue” e depois clicar em pesquisar.

Esse tipo de texto é conhecido na internet pelo nome de “hoax”. Entre as características de um hoax está uma história extraordinária e o pedido no final para que repasse ao máximo de pessoas que puder.

Há muitos sites especializados mostrando como detectar um hoax e até evitar um hoax.
Aqui no Brasil, um site que gosto muito de ver é o E-farsas (www.e-farsas.com) que possui um arquivo ótimo de mentiras e verdades na internet. Sempre é bom consultá-lo.

Felizmente esse texto que você está lendo não é um hoax, mas por favor: repasse ao máximo de pessoas que puder. ;)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vaga de Jornalista! Pré-requisito: Ter CNPJ



E daí que fui demitida e decidi usar o dinheiro da indenização num intercâmbio. Voltei pobre e desempregada, tendo como passatempo a busca por vagas de emprego de jornalista.

A cada vez que olho os sites e grupos de emprego, a minha esperança na profissão vai morrendo um pouco.

Nas descrições das vagas pede-se tudo, desde faculdade de administração até só ter conhecimento em redes sociais e saber escrever. Óbvio que não preciso nem falar da remuneração, ponto em que até professores sentiriam pena de nós, meros jornalistas.

Mas o que tenho visto com frequência é o pedido para que o candidato ao emprego tenha CNPJ. O significado é simples: você trabalhará normalmente como um empregado, tendo as mesmas tarefas de um contratado pela CLT, mas na teoria estará apenas prestando um serviço à empresa. Nada mais que a terceirização do empregado.

Por isso a lei da terceirização me espanta. Sei que é preciso de uma regulamentação no setor, sou uma profissional em uma profissão não regulamentada e sei a bagunça disso.

Mas como essa lei vai funcionar na prática para um caso como o anterior? É o próprio jornalista que vai fiscalizar se ele está sendo registrado na CLT? Ele mesmo vai se auto empregar? O dono da empresa pode assinar sua própria carteira? Uma redação de jornal poderá ficar cheia de prestadores de serviço?

A cada vez que leio, mais perguntas surgem e, sinceramente, não consigo pensar em respostas positivas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Tá no Ar foi preconceituoso? Foi racista?







As imagens acima foram retiradas de uma página do jornal Diário do Rio de Janeiro do dia 2 de janeiro de 1840. A página pode ser encontrada neste link: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=094170_01&PagFis=22454

Os anúncios estão em uma espécie de classificados da época, misturados com outros anúncios de venda de cavalos e terrenos. Há até uma seção especial para anunciar escravos fugidos.




Publico isso aqui, porque só hoje fui ver o texto escrito em um blog dentro da Carta Capital.

O texto em si chama a atenção de que um quadro do humorístico Tá no Ar estaria sendo racista e até mesmo reforçando estigmas e estereótipos. O texto pode ser visto neste link: http://negrobelchior.cartacapital.com.br/2015/02/14/rede-globo-o-racismo-ta-no-ar-ou-quer-acoitar-quantos/

Quando vi o vídeo do quadro lembrei imediatamente de anúncios vistos em jornais antigos. O mesmo aconteceu quando vi o texto e opiniões de outras pessoas sobre o mesmo assunto.

Ao contrário do texto, não acredito que o objetivo do quadro era reforçar um estereótipo, mas sim, mostrar de uma forma humorada que um dia a gente já foi capaz de anunciar um ser humano como objeto (o que é imperdoável).

Se prestarem bem atenção na primeira frase, o programa deixa claro que aquele é um comercial do século 19 e não do século 21. Ou seja, as pessoas na paródia da propaganda irão agir e pensar como as pessoas do século 19 e não do século 21.

Em seguida você vê a proposta de imaginar como seria uma propaganda do século 19 no formato de uma propaganda no século 21. Lembrando que a propaganda como conhecemos começou a ser mais desenvolvida (com teorias e etc) apenas no século 20.

E aí nasceu o vídeo.

Porém, você deve pensar: “o telespectador comum pode não saber desses tipos de anúncios do século 19 e pode não entender que é apenas uma proposta de imaginar uma propaganda do século 19 no formato do século 21”. Ok, isso realmente pode acontecer.

Mas é aí que eu acho que vem a sacada mais incrível do programa e que o diferencia ainda mais dos outros: ele se auto critica, e se critica ainda mais criticando quem o critica e a própria crítica em si.

Logo em seguida a esse quadro, o telespectador comum assistiu a um vídeo de um esquerdista fazendo essa mesma crítica do texto do link.

O telespectador pode apenas achar graça ou pode ter a oportunidade de pensar por si e avaliar o que é o quadro.

Por isso ele é diferente do Zorra Total, por exemplo. 

O Tá no Ar pode apresentar uma piada com estereótipo, como todo mundo faz, mas em seguida consegue ao mesmo tempo manter o humor se criticando.



Em tempo: É válido situações dessas porque não nos deixa esquecer que algum dia nós fomos capazes de cometer atrocidades por dinheiro. Temos que lembrar todo dia para não cometer esse erro novamente. E esse lembrete tem que vir de qualquer jeito, seja em forma de humor ou drama.

Em tempo (2): Quem gosta de história ou jornais antigos pode visitar o site da Biblioteca Nacional. Lá tem jornais de vários anos, desde 1680 até 2014...Segue o link: http://memoria.bn.br/


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Fernanda Gentil e a busca incessante dos portais por cliques



E aí que a internet se revoltou nessa semana com a matéria na qual criticava o corpo da Fernanda Gentil, repórter considerada a musa da Copa.

As críticas foram totalmente plausíveis, afinal, o trabalho e a vida da Fernanda independem da forma do corpo dela. E a matéria ficou ainda mais vergonhosa quando se revelou que a repórter está grávida.

Mas eu queria chamar a atenção aqui especificamente para o tipo de reportagem e como ela foi montada.

Para quem não teve a oportunidade de ver a matéria (ela foi retirada do ar, após pedido de desculpas do R7), ela mostrava diversas fotos da Fernanda Gentil durante uma ida à praia.
As fotos estavam montadas em uma galeria, onde cada legenda criticava um pouco do corpo da repórter.

Esse tipo de matéria é muito comum no R7, porque a cada vez que você clica em uma figura, representa um clique a mais para o portal.

Ou seja, normalmente você clica uma vez, lê a matéria e fecha página. Nesse caso, você clica uma, duas, três, quatro até dez vezes para ver a matéria inteira e só depois fechar.

Então, ao invés do portal ter apenas um clique, ele terá 10 cliques. E a conta vai aumentando a cada usuário que fizer o mesmo processo.

Mas por que os portais se interessam nisso?

Simples, as áreas com mais cliques (ou seja, mais audiência) poderão cobrar mais alto na hora de um anúncio. Isto é, os portais ganham dinheiro com os cliques (não muito, mas ganham).

Esse processo é muito parecido com o chamado jornalismo sensacionalista.

Mas como é isso?

Esse tipo de jornalismo se interessa pela audiência, não pela informação. Ou seja, ele vai dar ao público o que ele quer e não o que ele precisa.

Exemplo: Você precisa saber os locais onde há interrupção de trânsito antes de sair para o trabalho. Mas não precisa ver a fratura exposta da vítima do acidente que interrompeu o trânsito. Apesar disso, a fratura dá mais audiência do que a informação. Então adivinha o que vai ao ar?

Um ótimo filme para entender  isso é “O Abutre” de Dan Gilroy, lançado aqui no Brasil em dezembro. O filme tem como protagonista Louis Bloom, interpretado por Jake Gyllenhaal, que  resolve investir no jornalismo criminal e vender histórias e imagens para os jornais.




O que mais me chamou a atenção no filme foi essa dualidade: dar ao público o que ele quer ou ser comprometido com a informação, por mais que isso não te dê audiência, logo, não te dê dinheiro?

Mas vocês devem estar se perguntando: como parar com isso?

Simples: não assista a esses programas. Não clique. Não dê audiência.

Veículos de comunicação são empresas. Elas só investem naquilo que lhes dá dinheiro. E na comunicação, dinheiro é igual a audiência. Se não dá audiência, retira do ar.

É o que aconteceu no caso da Fernanda Gentil. A repercussão foi extremamente negativa. Todos criticaram. Aquilo não rendeu boa audiência, ou seja, o portal optou por retirar do ar e pedir desculpas, e não ter problemas com uma imagem negativa, que consequentemente não lhe traria bons anúncios e assim dinheiro.







quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Facebook: em vez de gatinhos, algoritmo me manda propaganda falsa. Pode?


Estava eu, aqui sentada na minha casa, perdendo meu tempo no feed do Facebook, quando me deparo com o seguinte anúncio:



Me chamou atenção? Sim. Gargalhei por causa da foto e da legenda? Sim. Tenho certeza que é fake? Totalmente.

Veja os indícios de fake:

1 - Não conta o milagre e nem conta o santo: é um segredo, mas pra descobrir você tem que clicar.

2 - Foto de atriz relacionada a matéria de emagrecimento: no Facebook, na maioria das vezes (pra não dizer sempre), é fake.

Apesar desses indícios tem muita gente que cai na pegadinha.

É só olhar os comentários do Facebook e ver que as pessoas clicam acreditando que isso é verdade.

Depois de ver os comentários decidi ver até onde ia a pataquada.

Para mim, aparecia a seguinte página:


O texto é mais longo que esse que vos escrevo. Fico imaginando de onde vem tanta criatividade pra escrever isso.

Mas o que me chamou a atenção logo de cara é a imagem que está à esquerda de quem está lendo.

É uma foto de uma suposta jornalista que teria "investigado seriamente" sobre o "novo milagre".

Foi esta foto que me deu vontade de escrever tudo isso acima.

Quem utiliza o Google Chrome tem uma ferramenta ótima contra fake: você pode descobrir a origem de uma fotob publicada na internet.

Ao clicar com o botão direito do mouse em cima da figura da jornalista, escolhi a opção "Pesquisar esta imagem no Google".

Aí o resultado pode ser conferido aqui: http://goo.gl/ru79H3

Ela é jornalista? Sim.

O nome dela é Helena Silva? Não. De acordo com a pesquisa ela se chama Sara Carbonero e é jornalista esportiva espanhola.

O Facebook tem um algoritmo que tenta combater spam e propagandas feitas para ganhar cliques.

Mas mesmo assim, esse tipo de propaganda ainda aparece no nosso feed de notícias.

A dica é que todos façam aquilo que fiz. Denunciem a página para o Facebook.

É fácil. Você vai na publicação e clica na flechinha cinza que está do lado do botão Curtir.

Vai abrir um menu onde você escolhe a opção denunciar a publicação:




Então você marca as opções que se seguem e vai clicando em continuar até o fim do processo. Eu marquei a opção " É spam" e depois "Essa é uma conta falsa". Mas as opções podem mudar de acordo com a opção que você escolheu primeiro.




Depois disso, o Facebook disponibilizará para você a opção de não ver mais a postagem dessa página. Você pode escolher e se livrar finalmente disso.

Talvez se todos fizerem isso, voltaremos a ver somente gatinhos no feed :D